Principais efeitos colaterais dos tratamentos oncológicos, e como tratá-los!

Os tratamentos na oncologia podem ter diferentes atuações, mas todos possuem o mesmo objetivo: a diminuição ou até mesmo remoção do tumor.

Uma neoplasia, ou tumor, pode ser identificado como um “emaranhado” de células com rápida e desordenada divisão, que dentre cada doença, causa seus efeitos maléficos. Tendo essa informação, o mecanismo de ação mais condizente para os tratamentos oncológicos é incentivar a morte celular e evitar com que ela se divida, não é?

Porém, essa mecânica acaba atingindo, além do tumor, outras células do organismo que possuem um tempo de vida menor, como as células da pele, cabelo, unha… o que provoca alguns efeitos colaterais no paciente.

A seguir trazemos alguns desses efeitos, e queremos compartilhar com você como podemos ajudar a evitá-los ou diluí-los!

  • Ressecamento da pele: o ressecamento acontece principalmente pela quimioterapia. Ele pode ser evitado através do uso de hidratantes com composição semelhante à pele, e ativos cosméticos que impulsionem a hidratação. Para as peles que já apresentam descamação, ou até mesmo um quadro de xerose cutânea, há intervenções indolores através da combinação de máscaras altamente hidratantes e modulação da pele com ledterapia e laser de baixa potência.
  • Erupções cutâneas: são efeitos colaterais tanto de radioterapia como quimioterapia. Para esse cuidado já é necessário o uso de cosméticos com objetivo calmante, para controle da irritação e diminuição desse quadro.
  • Radiodermite: um efeito colateral causado pela radioterapia. Nesse caso já é recomendado o uso de cosméticos com objetivo calmante e cicatrizante, além da associação de tecnologias anti-inflamatórias, com objetivo de modular e acelerar a recuperação do tecido. Para evitar a queimação constante, pode ser indicado água termal com ativos que promovam frescor, mas sem sensibilizar.
  • Mucosite: a inflamação na mucosa da boca provoca muito desconforto para exercer atividades simples, como se alimentar. Para esse tratamento o recomendado é o uso de laser de baixa potência com aplicação local, e pode ser associado a sprays bucais anti-inflamatórios.

O nosso ideal é que o paciente não sinta dor!

Por isso as técnicas indicadas costumam ser não-invasivas, e o mais relaxante possíveis, pois nossos pacientes merecem todo o cuidado!

Luiza Piatti
Biomédica e esteticista paliativista.

REFERÊNCIAS:
PIRES, A.M.T.; SEGRETO, R.A.; SEGRETO, H.R.C.. Avaliaçao das reações agudas da pele e seus fatores de risco em pacientes com câncer de mama submetidas à radioterapia. Rev Latino-am Enfermagem 2008 setembro-outubro; 16 (5)


MAGALHAES, Dra. Maria Cristina Figueroa. PALESTRA Alterações que ocorrem no organismo durante o tratamento oncológico – foco em alterações de fâneros. 1° Meeting Multidisciplinar de Saúde Estética 2019.
PIATTI, I.; MONTEIRO, V.M. Estética Humanizada e Paliativa. 1ª Edição, 2019, Curitiba, Paraná.

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